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Pr. Bernhard Johnson

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MISSIONÁRIO BERNHARD JOHNSON JR.
Fundador da EETAD
(1931 - 1995)

Bernhard Johnson Jr. nasceu em Alameda (Califórnia, EUA, em 20 de Julho de 1931, filho de Bernhard e Antonette Johnson. Em 1940 seus pais vieram para o Brasil com a família e iniciaram, no sul das Minas Gerais, um trabalho evangelístico que resultou na fundação de muitas igrejas. O menino Bernhard, com nove anos à época, cresceu impregnado pelo aroma do campo missionário.

Na década de 1950, então no quarto ano da faculdade de engenharia civil cursada em Lavras – MG, o jovem Bernhard, que sonhava ser construtor de pontes, teve uma visão que reavivou-lhe a chamada recebida na infância. Decidido, abandonou o projeto de uma carreira secular e seguiu para os EUA, para estudar no Central Bible College, em Springfield. Lá, em 1951, conheceu a jovem Doris Pearl Puckett, de Detroit, com quem se casou no ano seguinte, e que se tornou sua incansável companheira de ministério.

Antes de retornar ao Brasil, em 1957, ele pastoreou duas igrejas no estado americano da Califórnia. Só então, ele voltou ao Brasil, para o mesmo estado de Minas Gerais.

A Serviço do Reino

Depois de pastorear as cidades mineiras de Varginha e Divinópolis, ficou claro para o irmão Bernhard que Deus o estava chamando para novos desafios. Assim, em 1964, na direção do Espírito Santo, o Missionário Bernhard Johnson iniciou o projeto que definiria o seu ministério para Cristo, nasciam as Cruzadas Boas-Novas, mas tarde chamadas de Cruzadas Bernhard Johnson.

Os primeiros ajuntamentos aconteceram dentro de templos. Embora os resultados fossem notáveis, os planos de Deus iam além. Em 1967, o Pr. José Ezequiel da Silva, da AD Taubaté (SP), decidiu receber as Cruzadas em sua cidade, mas em um ginásio, e não no templo. Poucas semanas depois, noutro trabalho, em Santos (SP), o Senhor confirmou Seus planos ao libertar uma mulher chama Rita, possuída por sete espíritos. Enquanto os demônios eram expelidos, o corpo da mulher flutuava a certa altura do chão.

Durante trinta anos, realizaram-se 225 cruzadas, nas quais 1,8 milhão de almas se renderam a Cristo. Os relatos de curas, libertações e conversões acumularam-se. Como o próprio Pastor Bernhard costumava escrever em seus relatórios sobre os trabalhos, a Deus seja toda a honra e toda a glória.

Numa certa noite de 1976, o Pastor Bernhard foi despertado por um ser angelical. O mensageiro divino tinha algo a mostrar- lhe. Como quem assiste a uma projeção, o homem de Deus viu detalhes do que fazer, leu os nomes e enxergou os rostos daqueles a quem deveria convocar para a efetivação de uma nova tarefa. O tempo de pregar não tinha acabado, mas o tempo de ensinar chegara finalmente. Essa nova visão, porém, era tão incômoda a ele, quanto a muitos líderes. Para alguns pastores, estudar Teologia não era coisa de crente; e para o Missionário Bernhard Johnson, ensinar Teologia não era coisa de evangelista. Mas o plano de Deus era outro.

O Senhor o levou. Mas o seu exemplo ficou!

Poucas vezes a igreja brasileira viu tantos sinais e maravilhas como durante o ministério do Missionário Bernhard Johnson. Nunca, entretanto, este servo de Cristo ousou receber aquilo que não lhe pertencia. Para o irmão Bernhard, toda a honra e toda a glória pertencem ao Senhor Jesus Cristo. Ontem, hoje e eternamente.

Influente, ele participou de importantes eventos internacionais: foi orador da Conferência Mundial Pentecostal de Londres (1976) e Nairobe (1982); pregou na Conferência Internacional para Evangelistas, a convite de Billy Graham, em Amsterdam (em 1983 e 1986); foi delegado da Conferência Mundial de Evangelismo em Berlim (1986) e da Lausanne II nas Filipinas (1989). Operoso, ajudou a fundar a primeira convenção mineira das ADs e foi seu primeiro presidente. Ainda em 1960, ocupou a Mesa Diretora da Sociedade Bíblica do Brasil. Em 1987, tornou-se conselheiro vitalício da CPAD. De 1974 até 1984, ele presidiu os missionários da AD norte-americana no Brasil. E, em 1983, a Bethany College concedeu-lhe o título de Doctor of Humane Letters.

Humilde, jamais diminuiu o valor daqueles que, ao seu lado, creram nas coisas que ele dizia ter visto. As visões que recebeu tornaram-se as missões das vidas de seus auxiliares. Os esforços destas centenas de homens e mulheres abnegados foram reconhecidos por ele.

Bernhard Johnson legou à igreja algo além das instituições, dos eventos ou dos números incríveis. A sua herança às gerações seguintes foi o exemplo; o seu legado foi a fé; o seu viver foi Cristo; e o seu morrer foi ganho. No dia 8 de fevereiro de 1995, o Pastor Bernhard dirigiu um culto com missionários e líderes da igreja americana. Terminada a reunião, no jantar de confraternização, ele sentiu-se mal. O homem que impetrou a cura sobre milhares, viu-se frágil em uma cama de hospital. Era sua última cruzada, e lhe deram-lhe um leito por púlpito, e enfermeiros por ouvintes. Aquele homem de Deus nunca pareceu tão homem, e Deus jamais lhe fora tão próximo como logo seria. Em 16 de fevereiro, às 14h36, ao cabo de 64 anos de uma vida dedicada a Cristo, o Senhor chamou Bernhard Johnson Jr. à eternidade.